Elites e Indústria no Alentejo (1890-1960) : Um estudo sobre o comportamento económico de grupos de elite em contexto regional no Portugal contemporâneo

By: Contributor(s): Material type: ArticlePublication details: Publicações do Cidehus 2006Content type:
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  • online resource
ISBN:
  • 9791036514067
Subject(s): Online resources: Summary: Este livra analisa o comportamento económico das elites face à actividade industrial no Alentejo entre os finais do século XIX e meados do século XX. Apesar de se afirmar, neste peróodo, a vocação agrária desta região, diferentes actores foram responsáveis pelo seu desenvolvimento industrial, integrando a economia alentejana no espaço nacional e mundial. A par das empresas de média e de grande dimensão, orientadas para a exportação de matérias-primas ou de produtos semi-preparados para a indústria moderna, persiste uma multidão de oficinas que viviam ancoradas em bens de consumo regional. Na actividade mineira, na exploração de pedreiras, na indústria corticeira, moageira ou têxtil participaram grupos com diferentes interesses e ligações ao Alentejo, entre os quais as próprias elites agrárias e comerciais aqui radicadas. O seu papel no desenvolvimento da actividade bancária e seguradora é realçado, bem como o comportamento destas instituições. A grande exploração agrícola do sul, extensiva e latifundiária, quer pelas matérias-primas que fornecia às indústrias, quer pelos seus consumos, estruturou esse tecido e definiu os limites do crescimento industrial. No século XX criaram-se novas oportunidades de negócio e, durante o Estado Novo, novos actores aparecem. Os industriais afirmam-se então como um grupo social distinto.
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Este livra analisa o comportamento económico das elites face à actividade industrial no Alentejo entre os finais do século XIX e meados do século XX. Apesar de se afirmar, neste peróodo, a vocação agrária desta região, diferentes actores foram responsáveis pelo seu desenvolvimento industrial, integrando a economia alentejana no espaço nacional e mundial. A par das empresas de média e de grande dimensão, orientadas para a exportação de matérias-primas ou de produtos semi-preparados para a indústria moderna, persiste uma multidão de oficinas que viviam ancoradas em bens de consumo regional. Na actividade mineira, na exploração de pedreiras, na indústria corticeira, moageira ou têxtil participaram grupos com diferentes interesses e ligações ao Alentejo, entre os quais as próprias elites agrárias e comerciais aqui radicadas. O seu papel no desenvolvimento da actividade bancária e seguradora é realçado, bem como o comportamento destas instituições. A grande exploração agrícola do sul, extensiva e latifundiária, quer pelas matérias-primas que fornecia às indústrias, quer pelos seus consumos, estruturou esse tecido e definiu os limites do crescimento industrial. No século XX criaram-se novas oportunidades de negócio e, durante o Estado Novo, novos actores aparecem. Os industriais afirmam-se então como um grupo social distinto.

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