O Discurso Inaugural do Real Colégio dos Nobres (1766)
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ArticlePublication details: Coimbra Coimbra University Press Coimbra University Press [Imprint] 2021Description: 1 electronic resource (106 p.)Content type: - text
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- 978-989-26-1937-8
- 978-989-26-1938-5
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The Italian Michaelis Antonii Cierae utters the Inaugural Speech of Royal College of Nobles, in 14th April of 1766. This institution was promoted by the minister Sebastião Carvalho e Mello, under the patronage of King D. José I. His discourse, written in Latin and structured in twelve chapters, presents several reflections in favor of Arts and Humanities, rethinking Political Philosophy, in a sensible balance between criticism and praise. The main goal is to emphazise the important role of this privileged class and the indispensable encyclopedic education. This is the only way to find the knowledge and skills to develop the society and to honor the responsabilities of Nobles. The eloquence of orator, the argumentative structure, having the ciceronian style as a reference, prove that both at the level of res and verba, this Discourse has a significant relevance for the study of History of Pedagogy, in XVIII, in Portugal.
O italiano Miguel António Ciera profere a 14 de Abril de 1766 o Discurso Inaugural do Real Colégio dos Nobres, instituição impulsionada pelo Ministro Sebastião Carvalho e Mello, sob o patronato régio de D. José I. O Discurso, escrito em latim e estruturado em doze capítulos, apresenta reflexões em prol das Letras e das Humanidades, discorre sobre questões de Filosofia Política, num equilíbrio sensato entre críticas e elogios a uma classe privilegiada que se almeja que seja cada vez mais versada nos diversos assuntos de Estado. Este panegírico incide sobretudo na imprescindibilidade de uma formação integral, como se de uma segunda natureza se tratasse, fortalecida nos princípios da ética e da moral para que os jovens nobres pudessem desempenhar de forma activa e competente os papéis para os quais estariam destinados. A eloquência do orador, a estrutura argumentativa da prelecção, tão ao estilo ciceroniano, comprovam que tanto ao nível da res como dos verba este discurso é de assinalável relevância para o estado de arte e para o estudo da História pedagogia no século XVIII, em Portugal.
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